A aplicação de uma tarifa antidumping sobre cabos de fibra óptica importados da China pode elevar em mais de 400% o custo do equipamento, alega um levantamento da Associação de Provedores do Distrito Federal (Aspro).
Como consequência, a entidade indica que, se confirmada, a medida deve aumentar o valor dos planos de banda larga fixa no País.
Em comunicado, a Aspro manifestou o temor em relação à aplicação de uma tarifa adicional antidumping de até 396,8% sobre cabos de fibra óptica comprados da China, além de 35% do imposto de importação cobrados desde 2024.
A entidade alega que a medida inviabilizaria novos investimentos em redes e que as duas empresas que pediram proteção comercial não possuem capacidade produtiva para atender à demanda nacional.
No entendimento da Aspro, o recurso antidumping só criaria um ambiente de duopólio na oferta de cabos ópticos no Brasil.
Atualmente, a eventual aplicação da tarifa está em avaliação dentro da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Em setembro, o órgão abriu uma Avaliação de Interesse Público (AIP), procedimento que visa a suspender ou alterar medidas de defesa comercial, sobre o suposto dumping chinês.
“A adoção dessa tarifa elevará o custo da fibra em até cinco vezes e atingirá diretamente o consumidor, que pagará mais caro pela conexão ou pela instalação”, afirma Rodrigo Oliveira, presidente da Aspro, em nota.
“O impacto recairá sobre residências, escolas, periferias e regiões remotas, que dependem da expansão contínua da banda larga”, argumentou.
FONTE: TELETIME
