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A velocidade média de download da Starlink no terceiro trimestre de 2025 ficou em 109,9 Mbps no Brasil. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 24, em relatório da empresa de medições Ookla (dona da Speedtest).

Dadas as diferenças metodológicas, esse resultado obtido a partir de testes realizados por usuários está abaixo da média global de 220 Mbps divulgada pela própria Starlink no final do mês de outubro. 

Para efeito de comparação, a média de velocidade de banda larga identificada pelo levantamento no Brasil (considerando todos os provedores e tecnologias, incluindo a fibra) foi de 210,81 Mbps no terceiro trimestre, segundo o mesmo relatório da Ookla. Veja a evolução das velocidades da Starlink e da média nacional no gráfico abaixo.

starlinks first four lat

América Latina

O desempenho da Starlink melhorou em diversos países da América Latina, de acordo com a Ookla. A velocidade média de download da empresa na região atingiu 82,5 Mbps no terceiro trimestre de 2025, superando as principais concorrentes Viasat (32,7 Mbps) e HughesNet (15,9 Mbps).

“As velocidades médias de download têm aumentado no Chile, México, Brasil e República Dominicana (os quatro primeiros mercados da empresa na América Latina) desde o início de 2025”, resumiu o levantamento. 

O destaque ficou com o Uruguai. Vizinho do Brasil, a região teve a mais alta velocidade média de download (170,9 Mbps) entre todos os 15 mercados avaliados pela empresa de medição.

De uma forma geral, de acordo com o relatório, o salto na velocidade média nesses mercados e a melhora da latência têm relação provável com a instalação de novas estações terrestres e outras infraestruturas nessas localidades.

Internet via satélite cresce

A avaliação da Ookla é de que a Starlink impulsionou o desempenho médio das conexões via satélite na América Latina.

Segundo o levantamento, a velocidade média de download das conexões satelitais na região (considerando todos os provedores) subiu de 29,12 Mbps no primeiro trimestre de 2023 para 72,01 Mbps no terceiro trimestre de 2025, mais que dobrando no período.

“Assim como a Starlink, as concorrentes também operam satélites próprios. No entanto, a Viasat e a HughesNet mantêm um número reduzido de grandes satélites em órbita geoestacionária (GEO), enquanto os satélites da Starlink são menores, muito mais numerosos e orbitam mais perto da Terra”, destacou a Ookla. 

No terceiro trimestre de 2025, a empresa de Musk foi responsável por 98,2% de todos os testes de velocidade via satélite feitos por consumidores latino-americanos no Speedtest. 

Competição

Apesar do domínio da Starlink no segmento de satélites, a Ookla vê possibilidade de mudança nesse cenário em um futuro próximo com o aumento da competição. 

O Project Kuiper (Amazon LEO) deve ser lançado comercialmente na região até o fim do ano. “No ano passado, a provedora de mídia e telecomunicações latino-americana Vrio anunciou planos para vender conexões de baixa órbita da Amazon para consumidores na Argentina, Brasil, Chile, Uruguai, Peru, Equador e Colômbia por meio da DirecTV Latin America e da Sky Brasil”, lembrou a Ookla.

A Viasat também lançou recentemente um novo satélite, o Viasat 3A, que deve atender as Américas.

FONTE: TELETIME