A SpaceX, empresa de foguetes e dona da operadora de conectividade via satélite Starlink, está se preparando para abrir o capital nos Estados Unidos em 2026, o que pode vir a ser a maior listagem da história do mercado.
Os sinais de que a empresa de Elon Musk deve realizar a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) vêm ficando mais fortes. Publicações como o The Wall Street Journal reportam que a lançadora está iniciando um processo de seleção de instituições financeiras para assessorar o processo. As propostas preliminares devem ser coletadas nesta semana.
O mercado aponta que, caso o IPO seja posto em prática, o valor de mercado da fabricante de foguetes pode chegar a US$ 1,5 trilhão.
Antes do eventual IPO, a SpaceX planeja concluir uma venda secundária de ações que deve levar o valuation da empresa para US$ 800 bilhões (aproximadamente R$ 4,33 trilhões), dobrando o valor atual. Cada ação seria precificada a US$ 421, indica documento assinado por Bret Johnsen, diretor financeiro da SpaceX, ao qual a imprensa norte-americana teve acesso.
Na carta, Johnsen sugere aos funcionários para irem se preparando para atuar em uma companhia de capital aberto. “Se executarmos o plano de forma brilhante e os mercados cooperaram, uma oferta pública inicial poderá arrecadar uma quantia significativa de capital”, escreveu o CFO. Ele ponderou, contudo, que “permanece altamente incerto” se e quando o IPO vai ocorrer.
Por ora, a SpaceX se mantém como a segunda empresa de capital fechado mais valiosa do mundo, atrás apenas da OpenAI, dona do ChatGPT.
Avaliação de mercado
Em junho deste ano, Musk afirmou que a empresa deve gerar cerca de US$ 15,5 bilhões em receitas em 2025. Responsável por revolucionar o mercado espacial com seus foguetes reutilizáveis e o mercado de banda larga via satélite com a constelação Starlink, a SpaceX se notabiliza por possuir diversos contratos com o governo dos Estados Unidos e operadoras via satélite para lançamento de equipamentos ao espaço.
A Starlink, braço de conectividade via satélite da companhia aeroespacial, está em franca ascensão – só no Brasil, já conta com mais de 600 mil assinantes, segundo dados reportados pela própria empresa. Desde a primeira missão, em 2018, até hoje, a unidade já teve mais de 10 mil satélites lançados à orbita baixa da Terra (LEO).
FONTE: TELTIME
