A tecnologia Wi-Fi 7 caminha para se tornar o padrão dominante no mercado de conectividade corporativa nos próximos anos. Ao menos essa é a avaliação feita pelo WBA Industry Report 2026, elaborado pela Wireless Broadband Alliance (WBA).
Segundo o relatório, as remessas de pontos de acesso (APs) empresariais equipados com o novo padrão Wi-Fi 7 devem atingir 20,1 milhões de unidades em 2027, ultrapassando pela primeira vez o volume da geração anterior, o Wi-Fi 6.
O material aponta uma rápida adesão das empresas à tecnologia logo após a introdução do padrão. Segundo o documento, esse movimento seria motivado pela busca por maior eficiência espectral e melhor qualidade de experiência para o usuário.
A curva de adoção, inclusive, já demonstraria aceleração robusta no curto prazo. Em 2024, o mercado registrou 3,3 milhões de envios de pontos de acesso empresariais compatíveis com Wi-Fi 7.
“Prevê-se que as remessas de pontos de acesso Wi-Fi 7 aumentem consideravelmente no futuro, atingindo 20,1 milhões em 2027, ultrapassando o Wi-Fi 6 pela primeira vez, e continuando a crescer para 38,8 milhões em 2030“, afirmou o relatório.
6 GHz
Na avaliação da WBA, um ponto fundamental para essa expansão é a utilização do 6 GHz. A entidade defende que essa faixa é essencial para descongestionar frequências legadas e ampliar a capacidade das redes.
Além disso, as remessas de chipsets habilitados para 6 GHz saltaram de 213,8 milhões em 2022 para 684,2 milhões em 2024, com previsão de atingir a marca de 1,1 bilhão de unidades já em 2025.
Apesar disso, o relatório da WBA também cita um cenário de fragmentação regulatória na América Latina em relação ao uso do espectro de 6 GHz. Enquanto uma onda inicial no começo da década levou países como Argentina, Colômbia e Peru a alocarem toda a faixa para uso não licenciado (Wi-Fi), economias de peso da região mudaram de direção recentemente.
O México, por exemplo, optou em 2023 por liberar apenas a parte inferior da faixa. E “várias nações latino-americanas também optaram por mudar o curso sobre o 6 GHz e rebaixaram seu acesso não licenciado de banda completa para apenas a parte inferior. Isso inclui o Chile no terceiro trimestre de 2022 e o Brasil no primeiro trimestre de 2025“.
Smartphones
Já as remessas de chipsets Wi-Fi para smartphones “saltaram de 70,1 milhões em 2023 para 196,2 milhões em 2024, e a previsão é de que alcancem 466 milhões em 2025”, segundo a WBA.
Wi-Fi 8
Enquanto o Wi-Fi 7 ganha escala comercial, o setor já prepara o terreno para a geração seguinte. Segundo a entidade, o Wi-Fi 8 terá como foco a “ultra alta confiabilidade” e deve começar a capturar participação de mercado relevante no final da década.
A previsão é que, até 2030, o Wi-Fi 8 já esteja presente em 26% dos pontos de acesso empresariais enviados e em 30% de todos os smartphones comercializados. Recursos de coordenação entre múltiplos pontos de acesso para maximizar a eficiência estariam entre as novidades.
FONTE: TELETIME
