A Brasil TecPar vai comprar a operação de banda larga via fibra óptica da Ligga Telecom, em um negócio com pagamento avaliado em R$ 495 milhões. O contrato vinculante entre as partes foi assinado nesta sexta-feira, 20.
Ambas as empresas divulgaram fatos relevantes informando as características da transação. No caso, a Brasil TecPar vai pagar R$ 100 milhões à vista à Ligga. Os demais R$ 395 milhões serão entregues na forma de ações – o controlador da TecPar vai realizar uma operação de aumento de capital.
Entre demais obrigações, a TecPar também assumirá integralmente a responsabilidade pelos pagamentos aos debenturistas da 5ª emissão de debêntures da adquirida. “A operação permitirá o reforço de caixa da companhia e uma desalavancagem substancial das suas obrigações”, destacou a Ligga, em comunicado.
Além de autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a conclusão do negócio depende de aprovação de todas as instâncias de governança da Ligga e da anuência dos debenturistas.
Vale lembrar que o Fundo Bordeaux, de Nelson Tanure, pagou nada menos do que R$ 2,4 bilhões em 2020 pelo controle da Copel Telecom, que depois se tornou a Ligga.
Maior PPP
“A aquisição fortalece a presença da Companhia no Estado do Paraná, alcançando a terceira posição no estado em número de acessos, com um total de 385 mil acessos, e consolida a Companhia como quarta maior operadora de telecomunicações de banda larga fixa do País“, ressaltou a TecPar, no comunicado divulgado nesta sexta-feira.
Com a concretização da negociação, a Brasil TecPar também se tornará a maior prestadora de pequeno porte (PPP) no setor de banda larga.
Isso porque, de acordo com dados reportados à Anatel, a empresa fechou 2025 com 1,34 milhão de assinantes de Internet fixa. A Ligga, por sua vez, tinha quase 344 mil clientes. Somando as carteiras, a TecPar alcança uma base de base de 1,68 milhão de assinantes, superando, portanto, a Brisanet (1,55 milhão), atual líder entre as PPPs.
Na prática, em número de clientes, a companhia combinada ficará atrás somente de Claro (10,6 milhões), Vivo (8 milhões) e Nio (3,5 milhões) no segmento de banda larga.
Venda de ativos
Em janeiro, a Brasil TecPar já havia confirmado que mantinha conversas preliminares em torno de um processo de M&A da Ligga.
A operadora ligada ao investidor Nelson Tanure, vale lembrar, também é uma das operadoras regionais do 5G, detendo autorizações regionais da frequência de 3,5 GHz. No fim de janeiro, a empresa anunciou a venda da radiofrequência no Paraná para a Unifique, em um negócio avaliado em R$ 20 milhões.
Já outra empresa do grupo Ligga, a Sercomtel, está vendendo suas licenças de 3,5 GHz no Norte e em São Paulo ao Consórcio Amazônia 5G.
FONTE: TELETIME
