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O CEO da TIM Brasil, Alberto Griselli, afirmou que a retomada do controle da empresa de rede neutra I-Systems abre diversas opções para a operadora na banda larga fixa, mercado no qual a tele voltou a crescer no quarto trimestre do ano passado.

O executivo destacou que a empresa não tem interesse em vender o ativo e que, até o fim deste ano, o objetivo é reintegrá-lo de um modo que não gere impactos sobre os clientes, beneficiando-se das sinergias operacionais.

“A aquisição traz várias opções para operar no mundo da banda larga. A retomada do controle traz benefícios de clientes, econômicos e estratégicos. Vamos ter um pouco mais de capex, porque vamos operar, mas menos opex. O nosso foco vai ser integrar sem impactar os clientes e capturar as sinergias que a gente sabe que existem”, pontuou Griselli, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 11, após a divulgação dos resultados de 2025 na véspera.

O CEO da TIM ainda rebateu rumores de que a tele avaliava vender a sua participação na empresa e garantiu que o serviço de rede neutra não será encerrado.

“Nunca falamos em vender o ativo, só falamos sobre alocar melhor o nosso capital para crescer. Na vida real, [a venda] é uma opção que estrategicamente não está no nosso plano, não está na mesa“, frisou. “E vamos honrar todos os contratos [de rede neutra]”, complementou.

Griselli justificou a retomada do controle da I-Systems, por meio da compra da participação majoritária (51%) da IHS em um negócio avaliado em R$ 950 milhões, mencionando que a oferta de rede neutra não trouxe os resultados esperados para a TIM.

“Não aconteceu de uma forma suficiente para gerar economia de escala. Faltando sustentação econômica, não faz sentido ter uma rede neutra. É por isso que estamos retomando o controle da I-System, pois assim teremos os benefícios da verticalização integrada”, salientou.

Futuro da banda larga

O executivo não revelou os planos da TIM na banda larga, preferindo afirmar que, com a integração da I-Systems, a empresa terá “mais facilidade de capturar opcionalidades estratégicas no futuro“.

Na avaliação de Griselli, o mercado de banda larga continua “hipercompetitivo e, portanto, não atrativo”.

Nesse sentido, ele atribuiu a alta de 6,2% da TIM Ultrafibra no quarto trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024, aos esforços internos da empresa. A operação também registrou a entrada de 27 mil clientes entre outubro e dezembro e 60 mil no consolidado de 2025.

“Fizemos um trabalho de casa. Isso não muda o fato de que o mercado de banda larga tem muita competição e isso não muda o meu comentário de que não é atrativo, continua sendo challeging [desafiante]”, asseverou. “A posse da infraestrutura nos permite jogar de forma mais eficiente”, ponderou.

Negociação de torres

Na coletiva, o CEO da TIM ainda afirmou que a compra da fatia da IHS na I-Systems não afeta os contratos de aluguel de torres da operadora.

Em outubro do ano passado, a tele anunciou um acordo com a empresa de infraestrutura para construção de 3 mil torres em diversas regiões do País. Mais recentemente, em janeiro deste ano, a TIM também renegociou contratos de torres com a American Tower.

“Na parte de torres, falta uma grande negociação, embora não a maior. Estamos tentando endereçar”, disse Griselli.

FONTE: TELETIME