A Vivo publicou na manhã desta segunda-feira, 23, resultados financeiros do quarto trimestre de 2025 e do consolidado do ano passado. Nos doze meses, a empresa somou faturamento líquido de R$ 59,595 bilhões (+6,7%) e lucro líquido de R$ 6,168 bilhões (+11,2%).
Se avaliado apenas o quarto trimestre, a receita líquida da Vivo somou R$ 15,611 bilhões (+7,1% contra o mesmo período do ano anterior); e o lucro líquido, R$ 1,877 bilhão (+6,5%).
Em termos de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), o resultado da operadora foi de R$ 24,822 bilhões no acumulado do ano (+8,5%) e de R$ 6,699 bilhões no quarto tri (+8,1%).
A tele encerrou dezembro com margem Ebitda de 42,9%, melhora de 0,4 pontos percentuais em um ano. Após arrendamentos (lease), essa margem fica em 33,8%.
Já nos investimentos, foram aportados R$ 9,270 bilhões pela Vivo em 2025, alta de 1,1% e capex/receita de 15,6% (redução de 0,9 p.p no ano). No quarto trimestre a linha diminuiu 4%, ficando em R$ 2,359 bilhões.
Serviço móvel
Principal negócio da Vivo, a operação de telefonia móvel somou receita de R$ 38,383 bilhões no acumulado de 2025 (+6,6%). Das cifras, o quarto trimestre foi responsável por R$ 9,841 bilhões (+7% em um ano).
A Vivo encerrou o ano passado com uma base móvel de 103 milhões de clientes. Destes, 70,8 milhões são usuários pós-pagos (categoria que cresceu 6,5%) e cerca de 32 milhões, acessos pré-pagos. A receita média por usuário (ARPU) da telefonia móvel foi de R$ 31,8.
Em 2025, as receitas com o pós subiram 9,5% no ano (para R$ 32,948 bilhões), enquanto a receita com pré recuou 8,4% (R$ 5,435 bilhões). A empresa segue apostando na migração da base pré-paga para o pós-pago e controle.
Em paralelo, na vertical de venda aparelhos a Vivo somou R$ 3,946 bilhões em 2025 (+5,8%), sendo que no quarto trimestre o negócio cresceu 13,7%.
Fixo
A operação fixa da Vivo cresceu ainda mais em 2025 do que a móvel. Foram R$ 17,266 bilhões apurados em receitas, alta de 7,3%. No quarto trimestre o segmento somou R$ 4,432 bilhões (+5,4%).
O grande destaque foi a operação de fibra (FTTH), que evoluiu 10,4% no ano, perfazendo R$ 7,828 bilhões.
A operadora encerrou o ano com 7,8 milhões de clientes na banda larga (alta de 12%) e 31 milhões de domicílios passados com fibra (onde o serviço está disponível). Do total de acessos fixos da Vivo, 4,9 milhões são convergentes com a telefonia móvel.
Por sua vez, a receita da empresa com dados corporativos, TIC e serviços digitais somou R$ 5,542 bilhões em 2025, alta de 17,1%.
Marca histórica
“Alcançamos um dos melhores resultados financeiros de nossa história, sustentados por crescimento consistente e inovação contínua, sempre com foco na evolução da experiência dos clientes — cuja base foi significativamente ampliada”, destacou em comunicado o presidente da Vivo, Christian Gebara.
“Avançamos de forma relevante no 5G, ampliamos a cobertura de fibra para milhões de lares e empresas e fortalecemos o portfólio digital da Vivo. Esse desempenho evidencia nossa capacidade de liderar o setor, capturar oportunidades e seguir evoluindo com a confiança de clientes, colaboradores e investidores”.
A remuneração aos acionistas da Vivo totalizou R$ 6,4 bilhões em 2025, incremento de 9,1%, com payout de 103,4% do lucro líquido.
FONTE: TELETIME
