Líder em adições na banda larga em 2025, a Vivo vê potencial para expandir a rede de fibra óptica para um mercado endereçável de 45 milhões de clientes, afirmou o CEO da operadora, Christian Gebara, nesta segunda-feira, 23, após a divulgação dos resultados do ano passado.
A operadora fechou 2025 com 31 milhões de casas passadas com fibra até a residência (+6,4%) – isto é, imóveis que podem contratar o serviço de FTTH – e 7,8 milhões de assinantes (833 mil ativados no ano passado).
Com isso, ampliou a sua participação no mercado de banda larga via fibra óptica para 19,3%, percentual considerado ainda baixo pelo CEO. Segundo Gebara, a líder de mercado de fibra costuma ter participações mais parrudas em países como Espanha (34%), França (39%) e Japão (57%).
O executivo ressaltou que a tele tem capacidade para praticamente dobrar a infraestrutura de FTTH e alcançar 60 milhões de casas passadas, mas o mais factível é ficar “em um meio termo”, de cerca de 45 milhões.
Além disso, destacou que “o Brasil ainda é um mercado muito fragmentado”, mas indicou que há uma “tendência positiva para consolidação”, movimento do qual a Vivo pode vir a participar.
“Há espaço para consolidação. No nosso caso, não é sobre tamanho – se adicionássemos o segundo e o terceiro [em fibra], ainda ficaríamos abaixo do que vemos em outros mercados”, pontuou.
“É mais sobre qualidade da rede, base de consumidores, overlap [sobreposição] da nossa rede e preço. Não queremos passar fibra enquanto vemos tantos players, mas estamos abertos a analisar alvos”, acrescentou.
Participação na V.tal
Gebara afirmou que a Vivo não tem interesse em comprar a participação de 27,26% que a Oi detém na V.tal.
“Não vejo sentido algum a gente ser minoritário numa outra empresa, que já nem é de fibra neutra, porque ela também tem clientes B2C”, asseverou, lembrando que a prestadora Nio faz parte do grupo V.tal.
“Neste momento, não é parte da nossa estratégia ser minoritário numa empresa de infraestrutura, muito menos numa empresa de infraestrutura que tem clientes B2C”, frisou o CEO da Vivo.
Cobre e imóveis
Em coletiva de imprensa, Gebara ainda reforçou que as vendas de cobre e imóveis, como parte do processo de migração do regime de telefonia fixa, devem acelerar a partir do segundo trimestre deste ano.
O executivo reafirmou a projeção de levantar R$ 1,5 bilhão no mercado de imóveis. Segundo ele, as vendas serão feitas de forma “disciplinada”, à medida que migram os clientes para outras tecnologias e, assim, as instalações são liberadas para serem vendidas.
No caso do cobre, Gebara assegurou que a empresa vai obter os R$ 3 bilhões em vendas até 2028, uma vez que o metal vem se valorizando no mercado.
FONTE: TELETIME
