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O Wi-Fi 8 e as aplicações de Inteligência Artificial (IA) de próxima geração serão codependentes, de modo que um, sem o outro, não conseguirá atingir a plena capacidade operacional. É o que indica relatório divulgado nesta semana pela Wireless Broadband Alliance (WBA), entidade global dedicada à padronização de serviços interoperáveis de redes sem fio.

O estudo sustenta que o 802.11bn, padrão sob o qual o Wi-Fi 8 segue em desenvolvimento, será “nativo para IA”, sendo projetado para atuar com altíssima confiabilidade, visando atender especialmente sistemas de missão crítica.

O relatório também reforça que o Wi-Fi 8 será diferente do Wi-Fi com IA integrada, algo que as operadoras já estão apostando para incorporar a tecnologia de automação em suas redes.

Na prática, de acordo com a WBA, o futuro padrão Wi-Fi 8 vai marcar “um passo crucial rumo às redes sem fio totalmente nativas de IA”, introduzindo recursos de reforço de confiabilidade e coordenação precisa de múltiplos pontos de acesso. A tecnologia computacional vai atuar na orquestração à medida que as redes se tornam mais complexas.

Sem IA, os recursos mais avançados do Wi-Fi 8 correm o risco de serem subutilizados ou mal configurados”, pontua a WBA.

Sem o Wi-Fi 8, os aplicativos de IA de próxima geração não teriam a conectividade determinística e de alta confiabilidade que exigem. Ambas as tecnologias estão agora coevoluindo, com cada nova capacidade reforçando e acelerando a outra”, acrescenta a entidade.

IA nas redes Wi-Fi

A implementação da IA nas redes deve ocorrer antes da chegada do Wi-Fi 8, indica a WBA – mas sob o modelo de IA integrada, e não nativa.

Conforme o relatório, os principais benefícios de adoção de IA em redes Wi-Fi são o aprimoramento do desempenho, o aumento da confiabilidade, o reforço de segurança, a redução de despesas operacionais e o gerenciamento em escala.

O estudo, contudo, aponta que ainda há “barreiras significativas que impedem a adoção plena” da IA nas redes Wi-Fi, citando a fragmentação do ecossistema de equipamentos, especificidades de cada fornecedor, problemas generalizados de qualidade de dados e falta de interfaces padronizadas e interoperáveis.

FONTE: TELETIME