A Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) aproveitou o Mobile World Congress (MWC) 2026, realizado esta semana em Barcelona (Espanha), para avançar em negociações para acelerar a migração para o Wi-Fi 7 e fazer uso do espectro de 6 GHz no Brasil.
Entre as iniciativas, a entidade fechou uma parceria com a Ruckus Networks, fornecedora de equipamentos de rede, para realização de testes de conectividade Wi-Fi outdoor na faixa de 6 GHz.
Os resultados do experimento devem ser apresentados durante o Abrint Global Congress (AGC), previsto para maio, em São Paulo. Vale lembrar, o presidente da associação, Breno Valle, disse ao TELETIME que os provedores ainda buscam ter acesso a uma fatia maior da faixa de 6 GHz.
A parceria com a Ruckus também envolve o disponibilização de soluções de convergência entre rede fixa e móvel, de modo que seja possível transitar entre Wi-Fi e celular sem interrupção da experiência.
“Esse esforço é fundamental para mostrarmos, com evidências técnicas, como o 6 GHz pode operar com eficiência e segurança em ambientes externos e ampliar capacidade de rede onde há demanda crescente por qualidade”, afirma Vale, em nota.
Ainda no que diz respeito aos 6 GHz, a comitiva da Abrint discutiu com executivos da Intel sobre possíveis alternativas para massificação de dispositivos compatíveis com a frequência no Brasil. Ambas as organizações demonstraram interesse em alcançar uma precificação mais em conta para acelerar o ciclo da tecnologia no País.
“Conversamos sobre como atuar juntos para tornar os equipamentos mais acessíveis ao usuário. A Intel tem a mesma visão que a Abrint: defendem o uso integral da faixa e veem o 6 GHz como o futuro da conectividade”, reforça Vale.
Regulação
Em comunicado, a Abrint ressaltou que aprofundou as conversas com a World Broadband Association (WBBA) em busca de um acordo de cooperação técnica com o objetivo de mapear investimentos globais em banda larga.
A entidade também estreitou relações com o Information Technology Industry Council (ITI), reforçando a interlocução para avaliação de impactos regulatórios, riscos à inovação e fortalecimento do ambiente de investimentos para provedores regionais.
FONTE: TELETIME
