A Alloha Fibra, dona da marca Giga+ Fibra, registrou prejuízo líquido de R$ 128,5 milhões em 2025, de acordo com balanço financeiro divulgado na noite desta quinta-feira, 5. Em 2024, a empresa havia apurado lucro de R$ 44,9 milhões.
No ano em que houve a perda de cerca de 242 mil clientes, a empresa elevou as receitas em 2%, para R$ 1,71 bilhão. O aumento do faturamento foi puxado pela alta de 2,2% no tíquete médio, que atingiu R$ 110,80 no quarto trimestre de 2025.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 202,8 milhões no quarto trimestre (+3,2% ante o mesmo período de 2024), o melhor resultado trimestral da história da empresa.
O balanço não apresenta o indicador anualizado, com a Alloha se limitando a informar que, em uma métrica recorrente (run-rate, ou o quarto trimestre multiplicado por quatro), o Ebitda consolidado de 2025 teria alcançado R$ 811 milhões, com a margem ficando em 49,2%.
Medidas de reestruturação
No balanço, a administração da Alloha reforça que vem implementando medidas de reestruturação desde o segundo semestre do ano passado, visando ao fortalecimento da sustentabilidade econômico-financeira do negócio – a empresa, inclusive, fez um ajuste de R$ 65 milhões nos resultados do terceiro trimestre sem efeito caixa.
Nesse sentido, “em detrimento de um crescimento puramente volumétrico”, a empresa tem buscado “um perfil de cliente mais rentável e resiliente”, o que já se reflete no tíquete médio e na receita. Em paralelo, tem avançado em disciplina de custos e despesas, iniciativa que resultou na redução de aproximadamente 10% do quadro de pessoal.
A Alloha também destacou que, enquanto no primeiro semestre de 2025 registrou uma queima de caixa livre de quase R$ 200 milhões, registrou geração positiva na ordem de R$ 61 milhões na segunda metade de 2025.
Renegociação de debêntures
A empresa encerrou o ano passado com uma alavancagem financeira de 3,58x, abaixo do limite de 3,85x dos covenants financeiros. Inclusive, a prestadora informou que conseguiu renegociar com os credores as condições contratuais das debêntures.
“As decisões tomadas em 2025 reforçaram a resiliência da Alloha e criaram condições para um ciclo mais próspero e previsível a partir de 2026, com potencial de fortalecimento adicional do perfil de crédito e da geração de valor para acionistas, credores e demais stakeholders”, afirma Roger Solé, CEO da companhia, em nota.
FONTE: TELETIME
