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Globo divulgou nesta quarta, 25, que encerrou 2025 com um lucro líquido de R$ 1,45 bilhão, uma queda de 27,1% em relação ao R$ 1,99 bilhão registrado no ano anterior.

Apesar do recuo de cerca de meio bilhão de reais no ganho final, a empresa obteve crescimento de 2,7% na receita líquida consolidada, alcançando R$ 16,87 bilhões, além de uma alta de 57% no Ebitda. O resultado reflete uma combinação de elevação nos custos gerais, amortização de dívidas e redução nas receitas financeiras.

O faturamento da emissora manteve o ritmo de crescimento. Em 2024, as receitas da empresa somaram R$ 16,42 bilhões, saltando para R$ 16,87 bilhões em 2025. Segundo reportagem do Valor Econômico assinada por Francisco Góes, a companhia termina 2025 com crescimento e o Ebitda tem alta de 57%. De acordo com a matéria, Manuel Belmar, diretor-geral de Finanças da empresa, considerou o período como um ano positivo.

Para o mercado audiovisual e anunciantes, as notas explicativas do documento financeiro revelam a composição das operações da empresa. O faturamento consolidado, que subiu de R$ 16,42 bilhões em 2024 para R$ 16,87 bilhões em 2025 , engloba as receitas com publicidade na TV aberta, TV por assinatura, mídia digital e operações “OOH – out of home”. A linha também agrupa os ganhos com programas com cobrança por assinatura, “streaming”, “pay per view” e vídeo sob demanda. 

Do lado das despesas, a companhia detalha que a operação envolve gastos com produção e distribuição, despesas de “royalties” e direitos autorais, custos dos direitos dos artistas, direitos de exibição e transmissão, além de custos de gravação. No consolidado, a soma total desses custos de vendas e serviços subiu de R$ 11,70 bilhões para R$ 12,26 bilhões.

O balanço indica ainda que a Globo utilizou parte de seu caixa para reduzir o endividamento, o que impactou diretamente o resultado na última linha. O pagamento do principal de empréstimos e financiamentos consumiu R$ 2,83 bilhões, enquanto as despesas com juros sobre empréstimos e debêntures somaram R$ 1,15 bilhão.

Como consequência, as disponibilidades e investimentos, que formam a liquidez da empresa, recuaram de R$ 14,67 bilhões em 2024 para R$ 10,54 bilhões. Com menos recursos aplicados, o resultado líquido de instrumentos financeiros caiu de R$ 2,76 bilhões em 2024 para R$ 766,9 milhões em 2025.

Análise

Segundo matéria de Daniel Castro no Notícias da TV, o presidente-executivo da Globo, Paulo Marinho, detalhou parte dos movimentos estratégicos que compõem esse quadro. A manchete da reportagem destaca que a emissora executou cortes de custos ao longo do ano, em contraponto à elevação no montante geral de vendas e serviços apontada no balanço.

O executivo destacou a aquisição da Eletromidia e de outras duas operações de mídia exterior. Ele também ressaltou o lançamento da “Ge TV” no YouTube e o aumento na base de assinantes do Globoplay e do Premiere, que cresceram 33% e 32%, respectivamente.

A matéria de Daniel Castro pontua, contudo, que a alta de clientes do Globoplay não se converte integralmente em receita direta, já que grande parte desse público vem de uma parceria com a Claro. Nesse acordo, a operadora paga um valor fixo e oferece o serviço gratuitamente aos seus assinantes.

Diante da queima de caixa para desalavancagem e dos investimentos recentes em aquisições, os executivos projetam cenários distintos, porém complementares, para o futuro próximo. Enquanto Marinho, segundo o Notícias da TV, vê 2026 como um ano “desafiador”, a reportagem do Valor Econômico aponta que a empresa mantém um “otimismo cauteloso” para os próximos meses.

FONTE: TELETIME