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A Desktop registrou lucro líquido ajustado de R$ 154 milhões em 2025, queda de 23% em relação ao apurado em 2024, de acordo com balanço financeiro divulgado na noite desta terça-feira, 17.

Segundo o provedor paulista, o resultado foi impactado pelo maior nível de despesas financeiras (+31%), em função dos juros elevados e do pré-pagamento da 6ª emissão de debêntures, e pelo aumento das despesas de depreciação e amortização (+22%), as quais decorreram de investimentos em rede, instalação de clientes e tecnologia.

A empresa, contudo, destacou a evolução da rentabilidade no ano passado. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) ajustado totalizou R$ 654 milhões, alta anual de 13%. A margem Ebitda ajustada chegou a 54%, avançando 2,3 pontos percentuais ante 2024.

“Esse desempenho reflete um conjunto de iniciativas voltadas à eficiência operacional e à disciplina na gestão de custos, incluindo o reconhecimento de um crédito fiscal extemporâneo no montante de R$ 5,3 milhões no [quarto] trimestre”, informou a Desktop, acrescentando que obteve ganhos de eficiência em serviços de terceiros e promoveu ajustes no quadro de funcionários.

A receita líquida, por sua vez, teve expansão de 8% no consolidado de 2025, somando R$ 1,22 bilhão. Já a geração de caixa alcançou R$ 210 milhões, alta de 140% ante 2024.

A empresa fechou o ano passado com uma dívida líquida ampla (incluindo arrendamentos) de R$ 1,6 bilhão, um volume 10% maior do que o do ano anterior. A alavancagem ficou em 2,20x.

Operacional

A Desktop ganhou cerca de 77 mil clientes e encerrou 2025 com 1,208 milhão de assinantes de banda larga. A base teve expansão de 7% ante 2024.

“Ao longo do 4T25, como consequência do reforço da estratégia de priorização da geração de caixa, a Desktop reduziu o nível de vendas consolidadas, ao mesmo tempo em que atingiu um percentual recorde de vendas digitais de 63%”, afirma o provedor, em trecho do balanço.

A empresa ainda destacou que tem reforçado a aposta no ambiente digital, citando a atração de “melhor perfil de cliente e menor incidência de inadimplência”, o que contribui “para uma base de assinantes mais saudável”.

Já as casas passadas – isto é, residências e empresas que podem contratar o serviço de banda larga – totalizaram 4,8 milhões, alta anual de 8%. A empresa está presente em 200 cidades e conta com 58 mil km de rede de fibra óptica, sendo 10 mil km de backbone e 47 mil de rede de acesso FTTH.

FONTE: TELETIME