Escolha uma Página

A empresa sul-coreana Innospace informou ter identificado a causa da falha no primeiro lançamento comercial do foguete HANBIT-Nano, realizado em dezembro do ano passado no Centro Espacial de Alcântara (MA).

De acordo com a companhia, a conclusão foi obtida por meio de uma investigação conjunta com o Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) brasileiro.

De acordo com os resultados, o foguete operou normalmente nos primeiros segundos após a decolagem. No entanto, “aos 33 segundos de voo, ocorreu um vazamento de gás de combustão na seção dianteira do conjunto da câmara de combustão“, o que levou à ruptura do componente e à subsequente destruição do veículo em pleno voo.

A Innospace afirmou que o vazamento foi causado por “compressão insuficiente e desempenho de vedação irregular“, associados à deformação de componentes durante a remontagem do sistema. O problema teria ocorrido após a substituição do tampão da câmara dianteira durante a preparação do lançamento no Brasil.

Segundo o comunicado, a análise incluiu dados de telemetria, rastreamento, registros operacionais, imagens de vídeo e mais de 300 fragmentos do veículo recuperados no local. A investigação “reconstruiu toda a sequência de voo” e permitiu identificar o momento exato da falha.

Innospace trabalha em correções técnicas e planeja realizar um novo lançamento do foguete no Brasil no terceiro trimestre de 2026, após obter autorização das autoridades competentes. Imagem: Innospace
Innospace trabalha em correções técnicas e planeja realizar um novo lançamento no Brasil no terceiro trimestre de 2026, após obter autorização das autoridades competentes. Imagem: Innospace

Próximos passos

Com base nas conclusões, a companhia informou que pretende reforçar processos de montagem e controle de qualidade, além de implementar melhorias de projeto e realizar verificações adicionais.

“Este processo forneceu recursos técnicos valiosos que contribuirão para o avanço de nossas tecnologias de veículos de lançamento”, disse o CEO da Innospace, Soojong Kim, em comunicado.

Já o Cenipa destacou que a investigação teve caráter técnico e preventivo. No início do processo, o órgão ressaltou que o objetivo não era atribuir responsabilidade legal, mas “aprimorar a segurança das operações espaciais brasileiras”. A entidade também classificou oficialmente a ocorrência como um “incidente“, e não um “acidente“.

Segundo a Innospace, não houve feridos nem danos às instalações. O lançamento fazia parte da missão Spaceward, considerada o primeiro voo comercial do HANBIT-Nano. A empresa informou que trabalha em correções técnicas e planeja realizar um novo lançamento no Brasil no terceiro trimestre de 2026, após obter autorização das autoridades competentes.

FONTE: TELETIME