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As assinaturas de telefonia móvel que utilizam serviços oferecidos por operadoras móveis virtuais (MVNO) devem crescer 31,5% entre 2026 e 2030, saltando de 333 milhões para 438 milhões em todo o mundo, aponta um estudo divulgado pela Juniper Research nesta segunda-feira, 12.

Atualmente, segundo a consultoria, apenas 3,4% dos usuários de serviços móveis contratam planos de MVNOs. Com a projeção de expansão deste mercado até o fim da década, a expectativa é de que a base global de MVNO alcance ao menos 4,2% dos clientes de redes celulares.

Inclusive, com mais de 400 milhões de assinantes de MVNOs, a receita do segmento pode chegar a US$ 54,4 bilhões em 2030, indica o estudo.

Segundo a consultoria, o que vai puxar o crescimento substancial de mais de 100 milhões de assinantes nos próximos quatro anos é o modelo conhecido como “MVNO in a box” – também chamado de Telecom as a Service (TaaS), MVNO as a Service ou MVNO Experience (MVNx).

Na prática, trata-se de um modelo de negócio em que uma empresa atua como habitadora da operação móvel de terceiros, facilitando a entrada de mais participantes no mercado de MVNO. Na avaliação da Juniper Research, esse é o modelo de negócio que mais deve amadurecer nos próximos quatro anos, alcançando ao menos US$ 1,9 bilhão em receitas em 2030.

Modelo diferenciado

A consultoria também ressalta que o crescimento das MVNOs depende de modelos diferenciados de oferta em relação às operadoras tradicionais de serviço celular.

Nesse sentido, a Juniper Research sugere que as MVNOs emergentes aproveitem dados de suas bases de clientes para lançar ofertas personalizadas, como franquias de dados. A operação virtual pode ter vantagens competitivas em comparação às teles tradicionais, possibilitando ganho de participação em nichos de mercados.

Para a consultoria, os setores da economia que devem se destacar ao entrar no mercado móvel como MVNO são fintechs, redes de supermercados e varejistas, empresas de tecnologia (incluindo OTTs) e celebridades e influencers.

No caso das fintechs, inclusive, o estudo cita a experiência do Nubank, que lançou a operadora NuCel em 2024, utilizando a rede da Claro. Inclusive, há indícios de que a MVNO do banco digital esteja contribuindo para os ganhos de portabilidade da operadora. Também há exemplos semelhantes em países como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Polônia.

“As empresas precisam investir em plataformas de análise abrangentes que aproveitem os dados de toda a sua operação para identificar estratégias e campanhas que possam converter efetivamente os clientes existentes em assinantes de sua MVNO”, afirma Alex Webb, analista sênior de pesquisa da Juniper Research.

FONTE: TELETIME