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Estudo privado com dados do Speedtest aponta maiores velocidades medianas e menor latência em serviços LEO, com a Starlink à frente em diversos mercados.

A Ookla publicou hoje, 5, relatório em que mediu o desempenho das principais operadoras de satélites para conexões de banda larga, baseado em medições do Speedtest. Os dados indicam que a Starlink dominou definitivamente o segmento, com as maiores velocidades medianas e menores latências entre do segmento.

O relatório consolida testes voluntários de usuários coletados ao longo de 2024 e 2025 na plataforma Speedtest. As métricas apresentadas incluem velocidades medianas de download, upload e latência, segmentadas por país, região e tipo de sistema orbital. O estudo compara serviços de órbita baixa LEO com sistemas GEO, a partir do comportamento observado nos testes realizados por usuários finais. Na média global, o Brasil teve 109.93 Mbps de velocidade de download.

Imagem: relatório Ookla

Starlink à frente nas redes LEO

De acordo com o estudo, serviços LEO registraram desempenho superior ao de sistemas GEO nas principais métricas. Dentro do conjunto LEO, a Starlink aparece com liderança recorrente em velocidades medianas de download nos principais mercados. A Ookla também registra latências inferiores nas redes LEO, quando comparadas às medições de sistemas GEO, conforme os testes.

Nessa lista, o Brasil é  o quarto mercado mais importante para a empresa, com uma participação ativa de 4,9%.

Imagem: relatório Ookla

O relatório apresenta ainda dados de upload e consistência que variam por região, mantendo a Starlink entre os provedores com melhores resultados agregados nas amostras observadas. A empresa ressalta que os números podem oscilar conforme a localização do usuário, plano contratado e condições locais de uso.

No Brasil, com a chegada da Starlink em 2022, a velocidade média de download teve início com 95.7 Mbps, sofreu uma queda em 2023, alcançando 77.83 Mbps e retomou o crescimento em 2024 e 2025, chegando a 100.55 Mbps.

Imagem: relatório Ookla

O mesmo vale para a velocidade de upload, que iniciou 2022 em 18.4 Mbps, sofreu uma queda para 13.56 Mbps em 2023 e cresceu para 15.01 Mbps e 16.37 Mbps em 2024 e 2025, respectivamente.

O relatório inclui, entre os provedores avaliados nessa categoria, HughesNet e Viasat, cujas medianas permanecem abaixo das registradas pela Starlink nos mercados analisados, segundo os dados do Speedtest. Na análise da Viasat, com dados do terceiro trimestre de 2025, o Brasil tem o segundo melhor resultado, atrás apenas dos Estados Unidos.

A HughesNet, da EchoStar, apresentou resultados semelhantes. Os EUA representaram 72% das amostras do Speedtest da empresa no terceiro trimestre e também registraram as velocidades médias de download mais rápidas da HughesNet, com 46.31 Mbps. Brasil, Colômbia, México e Peru completaram os cinco principais mercados da empresa.

O levantamento aponta heterogeneidade regional nos resultados. Em mercados com menor densidade de usuários, as medianas de velocidade observadas nos testes tendem a ser mais altas, enquanto regiões com maior concentração de acessos apresentam maior dispersão dos resultados.

FONTE: TELE.SÍNTESE