A operadora Starlink registrou uma velocidade média de download de 100,5 Mbps no Brasil no final do ano passado. A informação foi divulgada em relatório publicado pela firma de medição Ookla nesta quarta-feira, 4.
O resultado é melhor que o obtido no México (54,1 Mbps) e na Indonésia (40,7 Mbps), mas fica atrás de outros países com grandes dimensões territoriais. Nos Estados Unidos, a marca foi de 117,7 Mbps; e no Canadá, a velocidade média de download registrada no fim de 2025 foi de 111,3 Mbps.

O Brasil tem o segundo maior número de assinantes da Starlink no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Na plataforma Speedtest, cerca de 5% das medições de velocidade do serviço ocorrem no Brasil.
Evolução da Starlink
É possível dizer que a qualidade da Starlink tem melhorado no País. Quando a companhia desembarcou por aqui em janeiro de 2022, a velocidade média de download era de 95,6 Mbps.
Em 2023, ela caiu para 77,8 Mbps, como resultado do maior estresse de conexões nacionais à constelação. Já em 2024 foram registrados 81,69 Mbps, abaixo da marca de 100,5 Mbps de 2025.
A nova velocidade média de download da Starlink, no entanto, é menor do que os 110 Mbps obtidos em relatório preliminar do terceiro trimestre de 2025, também em levantamento da Ookla.
Razões
De acordo com o relatório, a melhora geral na velocidade está associada à expansão da constelação de satélites da Starlink, ao aumento da capacidade total da rede e a investimentos em infraestrutura terrestre e ajustes de software.
O documento também destaca que a capacidade acumulada da rede da Starlink já ultrapassou 600 Tbps, o que também ajuda a explicar a sustentação do desempenho mesmo com o avanço crescente da base de usuários.
A velocidade média no Brasil também se manteve superior ao valor registrado pela principal concorrente da Starlink. No País, a Viasat encerrou o terceiro trimestre de 2025 com 39,8 Mbps no download. Já no upload, essa mediana ficou em 1,11 Mbps (contra 16,3 Mbps da operadora de Elon Musk). A Viasat opera com um único satélite geoestacionário no Brasil, o SGDC, da Telebrás.
“A Starlink também apresentou melhorias claras em suas medições de latência em países de todo o mundo. A latência mais alta da Starlink (282 ms nas Ilhas Marshall no terceiro trimestre de 2025) ainda era menos da metade da latência medida pelos satélites geoestacionários mais rápidos”, indica a Ookla.
FONTE: TELETIME
