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Daniel Hajj afirmou que operação brasileira cresce em receitas, ganha clientes de maior ARPU e registra reforço na portabilidade com apoio da MVNO NuCel.

A América Móvil destacou o desempenho da operação brasileira no quarto trimestre de 2025, com ênfase na evolução da portabilidade móvel, crescimento de receitas e contribuição da MVNO NuCel. As declarações foram feitas pelo CEO Daniel Hajj durante a teleconferência de resultados nesta quarta, 11.

Ao comentar o avanço da portabilidade no Brasil, Hajj afirmou que a empresa teve desempenho positivo ao longo do ano e que a NuCel contribuiu para a aceleração observada no quarto trimestre. “Não há dúvida de que a NuCel está nos ajudando na portabilidade numérica. Estamos indo muito bem com eles”, disse.

Segundo o executivo, o resultado não pode ser atribuído exclusivamente à MVNO. “Mas não é só a NuCel. Há todo um conjunto de ações que temos feito por trás disso. Temos crescido mais em receitas do que nossos concorrentes no Brasil, e acho que isso é posi tivo.”

Portabilidade e perfil da base

Hajj também destacou a qualidade da base de clientes capturada. “Estamos trazendo clientes com ARPU muito bom. Não estamos apenas no pré-pago ou no segmento de menor valor; estamos captando também clientes de maior valor.”

Questionado se o salto observado na portabilidade no quarto trimestre poderia ser explicado principalmente pela NuCel, ele ponderou que fatores sazonais também influenciam o período. “Também é o quarto trimestre. No quarto trimestre, muita gente troca de aparelho, há promoções.”

Estratégia competitiva no Brasil

Ao abordar o ambiente competitivo na América Latina, Hajj afirmou que observa um movimento de fusões na região. “Vejo mais consolidação em todos esses mercados.” O comentário inclui o cenário brasileiro, marcado por três grandes operadoras nacionais e prestadoras regionais de fibra e MVNOs.

O CEO afirmou que a indústria exige escala para sustentar investimentos. “Quando o mercado é muito fragmentado, não há retorno nem investimento.” Ele acrescentou que não tem observado a entrada de novos competidores relevantes em fibra óptica  “como antes.”

Independentemente de eventuais movimentos de mercado, Hajj afirmou que a prioridade é manter competitividade em rede e qualidade de serviço. “O que precisamos é fazer nosso trabalho: ter a melhor rede 5G, a melhor qualidade, atendimento ao cliente, sistemas, TI, IA, e fazer tudo o que for necessário para competir.”

FONTE: TELE.SÍNTESE